
Matemática do Feijão
Bezerra da Silva
Humor e crítica social em “Matemática do Feijão” de Bezerra da Silva
Em “Matemática do Feijão”, Bezerra da Silva usa o humor para escancarar a realidade da fome e da escassez enfrentada por muitas famílias brasileiras. A música transforma a divisão de um quilo de feijão entre oito pessoas em um cálculo exato: “880 dividido por 8, 110 pra cada um... cada um tem o direito a 3 caroços por dia”. Esse exagero evidencia o absurdo da situação, mostrando como a pobreza pode ser cruel e desumana. Ao mencionar a necessidade de “baixar um decreto” para impor regras rígidas de racionamento, a letra reforça o tom satírico, sugerindo que, diante da falta de recursos, a família precisa adotar medidas quase oficiais para sobreviver.
A canção também ironiza a ideia de vegetarianismo ao afirmar: “pobre não come carne, pobre que come carne é pobre bacana”, e brinca com a substituição da carne por “salada de capim”. Essas comparações ressaltam a precariedade alimentar e criticam a desigualdade social de forma leve, mas incisiva. Fiel ao seu estilo, Bezerra da Silva utiliza o samba para dar voz aos que enfrentam dificuldades, mostrando que, mesmo diante da adversidade, o povo encontra maneiras criativas e bem-humoradas de lidar com a falta de recursos. O humor, nesse contexto, não diminui a gravidade do problema, mas serve como forma de resistência e denúncia social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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