
Se Não Fosse a Ajuda da Rapaziada
Bezerra da Silva
Solidariedade e crítica social em “Se Não Fosse a Ajuda da Rapaziada”
“Se Não Fosse a Ajuda da Rapaziada”, de Bezerra da Silva, expõe de forma direta e irônica a realidade das favelas, onde a sobrevivência depende muito mais da solidariedade entre os moradores do que de qualquer apoio do Estado. O verso “Sou um faminto operário do salário mínimo / Tenho mulher e filho e moro em casa alugada” mostra a precariedade enfrentada pelo trabalhador comum. A repetição de “o que seria de mim / se não fosse a ajuda da rapaziada” reforça que a coletividade é o verdadeiro suporte dessas comunidades.
A letra traz uma ambiguidade importante ao usar o termo “rapaziada”, que pode se referir tanto aos vizinhos solidários quanto a integrantes do crime organizado. Isso fica claro quando Bezerra canta: “Lá na minha bocada ninguém paga pedágio a malandragem / É quem paga pra gente passar”, sugerindo que, na ausência do Estado, são esses grupos que garantem a ordem e até o acesso a itens básicos, como material escolar. A crítica aos políticos é direta: “O candidato caô só visita o morro / Quando é tempo de eleições... Depois que se elege emprega seus parentes / Pelo pobre favelado ele não faz nada”. Assim, a música denuncia o oportunismo eleitoral e a negligência do poder público, ao mesmo tempo em que valoriza a resiliência e o apoio mútuo entre os moradores da favela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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