
Vida De Operário
Bezerra da Silva
Desigualdade e resistência em "Vida De Operário" de Bezerra da Silva
"Vida De Operário", de Bezerra da Silva, expõe de forma direta e irônica as dificuldades enfrentadas pelo trabalhador brasileiro das classes populares. A música utiliza a metáfora “O operário Brasileiro é mesmo agulha / Que costura e fica nua” para mostrar como o operário é fundamental para a sociedade, mas permanece desamparado e sem reconhecimento. Bezerra reforça essa crítica social ao descrever situações como “só tinha o lugar do barraco / A chuva levou embora tudo”, evidenciando a instabilidade da moradia e a falta de segurança que marcam a vida desses trabalhadores.
A repetição do verso “Quando o destino me pisa o barraco desliza / Sou quase um defunto” ressalta o sentimento de impotência diante das adversidades e do abandono por parte das autoridades. O cotidiano do operário aparece em detalhes: acordar de madrugada para pegar o trem, não ter dinheiro para o café e só “provar filé quando mastigo a língua”, expressão que ironiza a fome e a ausência de luxo. O humor ácido e a ironia, características do estilo de Bezerra, servem para denunciar a exploração, a ameaça constante da miséria e o deslocamento forçado, como em “me expulsão do morro pra outro conjunto”. Assim, a canção se torna um retrato crítico e realista da luta diária do operário brasileiro, usando a linguagem popular para dar voz a quem raramente é ouvido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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