As ruas gritam os pedidos de ajuda.
O caos chega em silêncio, você consegue ver?
As luzes dos outdoors anunciam a solidão.
Será que você consegue entender?
As sirenes em velocidade.
As buzinas enfurecidas.
O apito agudo em nossos ouvidos.
E um cadáver ao chão e as dúvidas incessantes.
Foi natural ou perfurado.
Um absurdo da rotina.
O mesmo caminho para o trabalho.
Sem opções de escolhas.
Da janela só vemos o que nos impõe.
Nos colocaram numa bolha!
Talvez os mendigos e as crianças no sinal.
Não sintam dor, não sintam fome.
Será que são atores mercenários?
Num grande teatro social onde as camas são de papelões.
E as marquises muito sujas fazem parte do cenário.
Cenário musical relatando um baixo astral.
O louco do violão perdeu a razão.
Disse o que realmente viu.
Musicou sua revolta.
E gritou numa rua sem saída que o caminho escolhido nunca mais terá volta

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