10 de Maio de 2023, às 12:00
A biografia de Zé Ramalho está marcada na história da música nordestina e da música popular brasileira.

Em quase 50 anos de carreira, o artista de voz grave e rosto sisudo é conhecido por suas composições cheias de poesia, que vão do rock ao baião, para cantar sobre a vida e a cultura do nordestino.
Vem conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra desse ícone da música brasileira e entender como sua música se conecta com a rica tradição musical do Nordeste desde os anos 1970. Confira!
A interessante biografia de Zé Ramalho começa em 3 de outubro de 1949, na cidade de Brejo do Cruz, no interior da Paraíba. O contato com a música começou cedo, especialmente por influência do pai, Antônio Ramalho, um seresteiro especializado em sanfona.
Antônio, no entanto, morreu afogado em uma represa quando Zé tinha apenas 2 anos de idade, deixando o menino para ser criado pelo avô paterno, homenageado posteriormente na canção Avôhai.
Foi o avô que resolveu levar os netos, incluindo Zé Ramalho e a irmã, Elba, para a capital João Pessoa. Ali, o jovem estudou nos melhores colégios e chegou a ingressar na faculdade de medicina na universidade pública, mas a música falou mais alto.
Foi também em João Pessoa que o artista começou a se interessar pelo rock, onde formou sua primeira banda, Os Terríveis — uma homenagem a artistas da Jovem Guarda, principalmente Roberto Carlos.
Em meados da década de 1970, o então estreante Zé Ramalho fez as malas e deixou o Nordeste com destino ao Rio de Janeiro em busca de oportunidades na música.
Foi na Cidade Maravilhosa que ele conheceu o produtor musical Geraldo Vandré, que o levou para gravar seu primeiro compacto simples, Paêbirú, lançado em 1975 em parceria com Lula Côrtes.

Com um estilo singular, o álbum de estreia logo conquistou o público e colocou as músicas e as frases de Zé Ramalho no radar da música popular brasileira.
O primeiro álbum levou a uma participação no programa Som Livre Exportação, da TV Globo, onde apresentou algumas das músicas e ganhou notoriedade nacional.
Dois anos depois, em 1977, veio o segundo álbum: A Peleja do Diabo com o Dono do Céu, de onde saíram alguns dos maiores sucessos de sua carreira, como Admirável Gado Novo.
A essa altura, o cantor já havia abandonado a faculdade de Medicina (que cursou até 1976) e resolveu investir seu tempo integral à arte.
O resultado foi uma avalanche de sucessos nos anos seguintes, quando foram lançadas faixas icônicas para a discografia do cantor, como Avôhai, Frevo Mulher e Eternas Ondas.
Não foi só na música que Zé Ramalho deixou suas contribuições à arte brasileira. O artista transita com facilidade entre diferentes áreas da arte, demonstrando sua grande versatilidade como cantor, compositor e poeta.
O artista publicou diversos livros desde a década de 1980, como a coletânea de poesias Carne de Pescoço e o cordel Apocalipse Agalopado.
Leia Mais: Desvende o significado por trás da música Cidadão, do Zé Ramalho.
Zé Ramalho também levou sua versatilidade artística às novelas brasileiras, emplacando faixas nas trilhas de sucessos como Roque Santeiro, Pedra Sobre Pedra, Fera Ferida, O Rei do Gado, A Indomada e Cordel Encantado, com a música Chão de Giz.
No cinema, o cantor e compositor deixou sua primeira contribuição antes mesmo de lançar seu primeiro álbum de estúdio, com música de sua autoria na trilha do filme Nordeste, Cordel, Repente e Canção (1974), de Tânia Quaresma.
O cantor também participou da coletânea de Lisbela e o Prisioneiro (2003) e ganhou um documentário em sua homenagem em 2009, Zé Ramalho: O Herdeiro de Avôhai, do diretor Elinaldo Rodrigues.
Ao longo de toda a sua biografia, Zé Ramalho se destacou como um artista reservado e pouco dado a exposições da sua vida pessoal.
O artista foi casado com a cantora Amelinha de 1978 a 1983 e tem uma relação de longa data com Roberta Ramalho, com quem se casou em 1984.

O cantor tem seis filhos: Christian, Antônio Wilson, João, Maria, José e Linda.
Influenciado por grandes nomes do rock e da música popular brasileira, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys, Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan, Zé Ramalho tem como marca um importante legado na música nacional.
O artista já lançou mais de 20 álbuns de estúdio, quatro álbuns ao vivo, sete DVDs, coletâneas e uma imensa seleção de colaborações com outros artistas, como o hit Sinônimos, com Chitãozinho e Xororó.
Além disso, Zé Ramalho também tem em sua discografia sete álbuns com versões com covers de nomes como Luiz Gonzaga, Bob Dylan, Jackson do Pandeiro e Beatles.
Suas canções já foram gravadas por diversos outros artistas e fazem parte do repertório de muitos músicos de diferentes gerações, incluindo Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Fagner, entre outros.
Ao longo de quase cinco décadas de carreira, Zé Ramalho conseguiu criar uma obra singular, que mistura diferentes influências e gêneros, sem nunca perder de vista suas raízes e suas tradições.
Gostou de aprender sobre a biografia de Zé Ramalho? Um dos mais importantes artistas da música brasileira, o cantor tem uma obra repleta de canções que já se tornaram clássicos da música popular brasileira.
O estilo único do paraibano, que navega com fluidez entre diversos ritmos, mistura diferentes gêneros, sempre mantendo suas raízes nordestinas em evidência.
Por isso, não deixe de conferir a seleção que fizemos das melhores músicas do Zé Ramalho, com os principais sucessos que marcaram gerações e continuam a emocionar o público até hoje!

Curta as suas músicas sem interrupções
Pague uma vez e use por um ano inteiro
R$ /ano
Use o Letras sem anúncios.
R$ /ano
Benefícios Premium + aulas de idiomas com música.
Já é assinante? Faça login.