Descubra a história das capas de 8 álbuns de rock internacional

Álbuns · Por Renata Arruda

2 de Maio de 2020, às 19:00

Muitas vezes, a capa de um álbum de rock é tão importante quanto a própria música. Ela não só representa o conteúdo da obra, como também pode guardar segredos e curiosidades que não ficam óbvios à primeira vista.

A relevância das capas ficou mais evidente a partir dos anos 1950, quando artistas visuais passaram a atuar junto às gravadoras, trazendo concepções inovadoras para os projetos gráficos e refletindo questões culturais e sociais da época.

Os diversos estilos de rock tornam o estilo um dos mais férteis do mundo da música. Por isso, os discos acabam inspirando muito a criatividade de designers, fotógrafos e artistas plásticos, que muitas vezes criam imagens tão potentes que se tornam verdadeiras obras de arte.

Por isso, hoje trazemos pra você a história das capas de álbuns de rock mais icônicas. Vem ver!

A história de capas de álbuns de rock

Conta pra gente se você já conhecia alguma dessas histórias!

The Dark Side Of The Moon — Pink Floyd

Sem dúvida, The Dark Side Of The Moon tem uma das capas mais famosas de todos os tempos!

O prisma atingido por um feixe de luz, que dá origem a um arco-íris, foi criado pelo artista visual Storm Thorgerson como uma metáfora para “a diversidade e a clareza dos sons da música“.

The Dark Side Of The Moon
Capa do álbum The Dark Side Of The Moon / Créditos: Divulgação

Segundo ele, um dos vários temas que Roger Waters queria implantar na imagem era o conceito de ambição, simbolizada pelo triângulo. Em busca de ideias, a banda chegou até a visitar as pirâmides do Egito.

No fim, o Pink Floyd acabou optando por uma imagem simples, mas cheia de significado, simbolizando tanto o lado obscuro do ser humano quanto toda a complexidade da música da banda.

Horses — Patti Smith

À primeira vista, a imagem da capa de Horses parece simples: Patti Smith segurando uma jaqueta escura e olhando de maneira desafiadora para a câmera. Mas há uma bela história por trás desse retrato.

Horses, Patti Smith
Capa do álbum Horses, da Patti Smith / Créditos: Divulgação

Ele foi feito pelo célebre fotógrafo Robert Mapplethorpe, amigo de longa data de Smith, quando eles ainda eram desconhecidos e sem grana.

Ambos moraram juntos no famoso Hotel Chelsea e mantiveram um relacionamento amoroso até Mapplethorpe reconhecer que era gay.

Patti Smith e Robert Mapplethorpe
Patti Smith e Robert Mapplethorpe / Créditos: Divulgação

Sobre a foto, Smith contou que “a única regra que tínhamos era que, se eu usasse uma camisa branca, ela deveria estar limpa. Peguei meus suspensórios e minha jaqueta favorita e ele tirou umas 12 fotos. Lá pela oitava, ele disse: consegui”.

A fotografia original hoje é parte da coleção do museu Tate Modern, em Londres. A amizade entre os dois foi eternizada pela cantora no livro Só Garotos.

Abbey Road — The Beatles

As capas dos álbuns dos Beatles são tão icônicas que é difícil selecionar uma só. Sem dúvida, uma das mais famosas é a de Abbey Road, cuja cena até hoje é reproduzida por milhares de pessoas mundo afora.

Capa do disco Abbey Road
Capa do disco Abbey Road, dos Beatles / Créditos: Divulgação

A fotografia foi tirada do lado de fora do estúdio Abbey Road por Iain Macmillan em uma sessão de seis fotos que durou apenas dez minutos e da qual John Lennon não via a hora de se livrar. Segundo ele, “deveríamos estar gravando o disco, e não posando pra fotos idiotas”.

O que muita gente não sabe é que a ideia foi de Paul McCartney e também coube ao músico escolher qual das imagens se tornaria a capa.

Vale também lembrar que a capa foi alvo de uma lenda clássica: a de que haveria pistas na foto de que Paul estava morto! Uma dessas pistas tem a ver com o fato de que ele é o único dos quatro integrantes que está descalço. Será? 😅

The Velvet Underground & Nico — The Velvet Underground

Conhecido como o álbum da banana, The Velvet Underground & Nico, o primeiro disco da banda de Lou Reed e John Cale já surgiu icônico, com a capa desenhada por Andy Warhol. 

The Velvet Underground & Nico
Capa do álbum The Velvet Underground & Nico / Créditos: Divulgação

Nos primeiros exemplares, a capa trazia os dizeres peel slowly and see (descasque devagar e veja), um convite para que o ouvinte descobrisse uma banana cor de carne por trás da casca.

Como a engenhoca deixou a produção do disco muito cara, as edições seguintes vieram sem o polêmico adesivo.

Nevermind — Nirvana

A ideia para a clássica capa de Nevermind partiu de uma conversa entre Kurt Cobain e Dave Grohl enquanto assistiam a um documentário sobre partos feitos na água.

Nevermind, Nirvana
Capa do álbum Nevermind / Créditos: Divulgação

Vários bebês fizeram teste para a capa, fotografada em uma piscina pública em Pasadena, nos Estados Unidos. O escolhido foi Spencer Elden, que tinha apenas quatro meses. 

Segundo ele, “um dia, o fotógrafo Kirk Weddle chamou meu pai e perguntou se ele queria ganhar dinheiro para jogar o filho em uma piscina. Ele aceitou, me fotografaram dentro d’água e pagaram 200 dólares. Não foi nada de mais”.

Bastidores da foto da capa do álbum Nevermind
Bastidores da foto / Créditos: Divulgação

A gravadora chegou a temer que o público ficasse chocado com o pênis do bebê à mostra na capa, mas Cobain respondeu dizendo que a única forma de escondê-lo seria colocar um adesivo escrito “se você se ofende com isso, é um pedófilo enrustido”. 

Hail To The Thief — Radiohead

Para a produção de Hail To The Thief, seu álbum mais político, o Radiohead morou um tempo em Los Angeles, acompanhado de Stanley Donwood, responsável por quase todas as artes visuais da banda.

Para a capa, Donwood se inspirou pelas palavras e cores das placas que via enquanto permanecia sentado no banco traseiros dos carros. Ele começou a notar que as mesmas cores se repetiam o tempo todo:

Hail To The Thief
Capa do álbum Hail To The Thief / Créditos: Reprodução

“Eles usavam uma paleta de cores incrivelmente limitada, com preto, branco e outras cinco cores e ficava fantástico. Eu escrevi todas as palavras num papel, cortei e as juntei em mapas. A arte corresponde a mapas das cidades que tiveram algo a ver com a guerra contra o terrorismo: Manhattan, Los Angeles, Londres, Grósnia, Cabul”.

Appetite For Destruction — Guns N’ Roses

A história por trás da capa de Appetite For Destruction é polêmica: a arte original trazia a ilustração Appetite For Destruction, de Robert Williams, em que um robô estuprador está prestes a ser punido por uma máquina vingadora.

Appetite For Destruction
Primeira versão da capa do álbum Appetite For Destruction / Créditos: Divulgação

Em comunicado, a banda alegou que o desenho “é uma declaração social simbólica, com o robô representando o sistema industrial que está estuprando e poluindo nosso meio ambiente”.

Após ser considerada obscena, com diversas lojas nos Estados Unidos se recusando a vendê-la, a gravadora decidiu substituir a imagem por uma cruz celta com os crânios dos integrantes da banda, desenhada pelo tatuador Billy White Jr.

Appetite For Destruction
Capa oficial do álbum Appetite For Destruction / Créditos: Divulgação

Segundo o tatuador, a ideia foi de Axl Rose, que inclusive tem em seu corpo uma tatuagem com a ilustração. Já o trançado que aparece no crucifixo é uma referência à banda irlandesa Thin Lizzy, adorada por ambos.

London Calling — The Clash

A foto de London Calling é considerada como uma das melhores da história do rock. Feita por Pennie Smith, ela mostra o músico Paul Simonon destruindo seu baixo durante um show que aconteceu meses antes do lançamento do álbum.

London Calling
Capa do álbum London Calling / Créditos: Divulgação

Sobre a imagem, ele declarou que “o show foi bem tranqüilo naquela noite, mas para mim, por dentro, não foi uma boa performance, então eu descontei no baixo. Seria bem mais esperto se eu tivesse pego o baixo reserva, que não era tão bom quando o que eu quebrei. Quando olho para foto hoje em dia, gostaria que tivesse levantado o rosto um pouco mais”.

Por incrível que pareça, a fotógrafa responsável pelo clique não curtiu a foto e não queria que fosse usada como capa, já que estava muito desfocada.

Já o texto impresso em verde e rosa foi uma referência ao rei do rock. O designer Ray Lowry explicou que a ideia era “fazer uma genuína homenagem ao gênio que criou o primeiro disco do Elvis Presley”.

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