30 de Abril de 2025, às 12:00
Se você viveu nos anos 80, com certeza vai gostar de relembrar a trajetória do Ira! e a biografia de uma das bandas brasileiras mais famosas de todos os tempos.

O grupo paulistano coleciona grandes sucessos no rock nacional e marcou gerações. Símbolo da cultura jovem e urbana, o Ira! é até hoje lembrado com saudosismo pelos fãs antigos e novos.
Mesmo que você não seja um super fã da banda, vale a pena conhecer todos os detalhes da biografia do Ira! e compreender a sua importância para o rock do Brasil. Não perca!
O Ira! foi formado em 1981, na cidade de São Paulo. Naquela época, a cena rock brasileira estava se consolidando e a banda contribuiu para que o gênero se tornasse mais conhecido pelo público.
Mas, antes de alcançar a fama, o grupo precisou trabalhar muito, até que as suas canções fizessem sucesso. Saiba tudo sobre a biografia do Ira! a seguir.
Tudo começou na década de 1970, quando o cantor e guitarrista Edgar Scandurra, fascinado pelo punk, passou a frequentar shows do gênero no subúrbio de São Paulo.
Lá, ele conheceu Dino Nascimento e eles resolveram formar uma banda, a Subúrbio, para tocar, além do punk, Led Zeppelin e Jimi Hendrix.
Edgard estudava no Colégio Basílio Machado, onde também estudava Marcos Valadão Ridolfi, o Nasi. Em uma festa de colegas em comum, acabaram se conhecendo e, aos poucos, nasceu uma amizade. Um tempo depois, Edgard convidou Nasi para participar da Subúrbio.
A banda durou até 1980, quando Edgard foi convocado para o Exército Brasileiro. Foi nesse período, inclusive, que ele compôs uma música que se tornaria grande sucesso do Ira!, a N.B. (Núcleo Base).
Em 1981, Nasi chamou Edgar para tocar com a sua banda na PUC-SP, da qual também participavam o baterista Fábio Scattone e o baixista Adilson Fajardo. O nome do grupo foi inspirado no Exército Republicano Irlandês – IRA, em inglês.
Com o passar do tempo, o grupo resolveu incluir a exclamação no final do nome, alterando para Ira!, porque muitas pessoas faziam confusão com a sigla.
Dois anos depois desse primeiro show, o produtor Pena Schmidt descobriu a banda e convidou Nasi e companhia para uma reunião na gravadora Warner.
Lá, o Ira! gravou seu primeiro compacto, IRA, que continha as faixas Gritos na Multidão e Pobre Paulista.
Nessa primeira formação, além de Nasi e Edgard, participavam do Ira! o baterista Charles Gavin (que depois participaria do Titãs) e o baixista Dino (da Subúrbio).
Em março de 1985, o Ira! gravou seu primeiro LP, Mudanças de Comportamento. Nesse trabalho, saíram Charles Gavin e Dino e entraram André Jung e Ricardo Gaspa.
Alguns grandes sucessos do rock nacional estão nesse disco, como Núcleo Base, Ninguém Precisa de Guerra, Longe de Tudo e Ninguém Entende um Mod.
Em 1986, o segundo disco foi lançado, com mais reconhecimento de público e crítica. Vivendo e Não Aprendendo conta com hits eternos do Ira!, como Envelheço na Cidade, Vitrine Viva, Pobre Paulista e Gritos na Multidão.
A faixa Flores Em Você, clássico brasileiro dos anos 80, entrou para a trilha sonora da novela O Outro, da Rede Globo, o que contribuiu ainda mais para o reconhecimento da Ira!.
Nos anos 1990, a Ira! continuou a produzir discos muito elogiados e que tiveram boa repercussão ao redor do Brasil.
Em 1996, depois de encerrar um ciclo de 6 discos com a Warner, a Ira! gravou 7, o seu primeiro CD (antes eram todos LPs). Esse trabalho deu início à parceria da banda com a gravadora Paradoxx, que durou até 1998, com o CD Você Não Sabe Quem Eu Sou.
Em novembro de 1999, a Ira! assinou com a Abril Music e lançou um disco de covers, Isso É Amor, com destaque para a faixa Bebendo Vinho, do Wander Wildner.
Para comemorar os 20 anos de carreira, o Ira! gravou o MTV Ao Vivo no ano 2000, no Memorial da América Latina. Outro ponto marcante desse período foi a apresentação no Rock In Rio III, em 2001, ao lado do Ultraje a Rigor.
No mesmo ano, a banda lançou o disco de inéditas Entre Seus Rins e, em 2004, o Acústico MTV, que contribuiu para que o grupo se tornasse conhecido pelo público mais jovem.
Inclusive, a gravação teve a participação de artistas de várias gerações, como Os Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Pitty.
Em 2007, depois de muitos conflitos entre o empresário Airton Valadão e seu irmão Nasi, o vocalista anunciou a sua saída do Ira!. Assim, o grupo deu uma pausa e seus integrantes passaram a se dedicar exclusivamente aos seus projetos paralelos.
Nasi seguiu carreira solo e lançou quatro discos e uma biografia, A Ira de Nasi, escrita por Mauro Beting e Alexandre Petillo.
Edgard Scandurra lançou um DVD ao vivo, foi guitarrista de vários artistas, incluindo Arnaldo Antunes, e retomou a banda Smack (formada inicialmente nos anos 80).
André Jung montou a banda F.A.U.T. com João Gordo e foi produtor de alguns artistas, como Manu Gavassi, e Gaspa retomou a banda Gaspa & Os Alquimistas.
Em 27 de junho de 2012, Nasi e Airton anunciaram uma reconciliação, depois de 5 anos de brigas públicas e jurídicas. Mas nada sobre o retorno da banda foi anunciado.
Foi só em 2013 que o Ira! se apresentou novamente, em um show beneficente, em São Paulo. A apresentação reacendeu a esperança dos fãs, que ficaram ansiosos pelo retorno da banda.
Em 2014, esse sonho se tornou realidade e o Ira! finalmente anunciou seu retorno oficial. No entanto, André Jung e Ricardo Gaspa não aceitaram retornar. Então, foram escolhidos o tecladista Johnny Boy, o baixista Daniel Scandurra e o baterista Evaristo Pádua.
O show de retorno aconteceu na 10ª Virada Cultural de São Paulo e, desde então, a banda segue com turnês por todo o Brasil. Um show muito marcante aconteceu no Rock In Rio VI, em homenagem a Tim Maia, com a participação de Tony Tornado e Rappin’ Hood.
Em 2020, o Ira! lançou a sua primeira música inédita em muitos anos, O Amor Também Faz Errar. Na sequência, saiu o disco Ira.
O grupo continua a fazer shows por todo o Brasil e, nos últimos dias, se envolveu em polêmicas políticas.
Em um show em Contagem (MG), depois de gritar “sem anistia”, em referência aos presos do episódio de 8 de janeiro de 2023, Nasi recebeu vaias do público. A partir daí, pediu que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se retirassem da plateia.
Depois disso, os shows seguintes do Ira! foram cancelados em Jaraguá do Sul, Blumenau, Caxias do Sul e Pelotas.
Apesar das polêmicas, é inegável a importância do Ira! para o rock nacional. Por isso, vale a pena conhecer as suas músicas e relembrar um período super marcante da música brasileira.
Você acaba de conferir a biografia do Ira!, banda que marcou o rock brasileiro, assim como outros grupos que também foram muito importantes para o gênero no país. Então, descubra agora quais são as maiores bandas do rock nacional!

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