Como Marília Mendonça se tornou rainha da sofrência?

Artistas · Por Rhânia Marcela

15 de Março de 2019, às 12:00

Seja você fã ou não da sofrência sertaneja, algo que não se pode negar é a presença do ritmo no país. Sucesso nas paradas dos rádios e destaque nas buscas do Letras, começamos a ver a crescente presença das mulheres no gênero.

Maiara e Maraisa, Simone e Simaria e Naiara Azevedo são alguns exemplos da voz feminina contando casos e versões típicos do Sertanejo e trazendo identificação de um grande novo público: as mulheres.

Mas, dentro de tantos casos e assuntos, a sofrência em si ganhou os corações e as vozes dos brasileiros. E quem já virou referência no assunto é uma mulher muito especial, que entende bem do tema e fala com propriedade em suas canções.

Estamos falando da Marília Mendonça, que com apenas 23 anos já tem muita história para contar. Continue lendo, pois hoje vamos te mostrar como ela se tornou a “Rainha da Sofrência”.

Marília Mendonça, Rainha da Sofrência
Créditos: divulgação

Como tudo começou

Com apenas 12 anos, Marília Mendonça começava a trilhar seu percurso de sucesso e conquistava seu espaço. Em seu início, colocou em palavras todos seus sentimentos e compôs, em parceria com João Neto e Frederico, Minha Herança.

Já dominando as vivências da sofrência, Marília escreveu músicas marcantes como É Com Ela Que Eu Estou, performada por Cristiano Araújo, e os sucessos de 2014 Até Você Voltar e Cuida Bem Dela, performadas por Henrique e Juliano.

Aproveite o embalo para curtir outras músicas enquanto lê: ouça a playlist sofrendo com sertanejo e entre no clima!

Brasil conhece Marília Mendonça

Continuando sua história, em 2016 Marília Mendonça lançou seu primeiro DVD, Ao Vivo Em Goiânia . Foi aí que o país conheceu a dona das lembranças e dos sentimentos tão fortes e sofridos.

Além disso, o Brasil também descobriu que ela tem um vozeirão impecável e uma presença de palco encantadora. Sempre com declarações feministas, Marília trouxe em seus primeiros sucessos o lado feminino em cada um dos casos, fosse sobre traição, sobre bebedeira ou sobre momentos de diversão.

Com a representatividade desse público dando as caras, as musas sertanejas foram ouvidas (e podem continuar sendo ouvidas por você nessa seleção incrível de hits). Essas mudanças que vêm ocorrendo no cenário musical brasileiro estão empoderando cada vez mais mulheres, como a dupla Maiara e Maraisa e, em outro gênero, Anitta.  

Ainda em 2016, seu primeiro sucesso ganhou as paradas: Infiel. Relembre a história do traidor sendo revelado:

Desse álbum saíram muitos outros sucessos que trouxeram o nome de Marília Mendonça para a mídia em 2016, como Hoje Somos Só Metade e O Que Falta Em Você Sou Eu. Um começo e tanto!

Realidade: o DVD que marcou Marília de vez para a sofrência

Um ano depois do seu primeiro boom nas paradas, Marília Mendonça se consolidou com o DVD gravado em Manaus, chamado Realidade.

Dele o Brasil conheceu e entoou junto trechos como Deixa! / Deixa mesmo de ser importante/ Vai deixando a gente pra outra hora/ E quando se der conta, já passou/ Quando olhar pra trás, já fui embora.

O sucesso de 2017 Eu Sei de Cor consolidou a sofrência para a cantora, que ganhou enfim o título de rainha da sofrência.

Nesse mesmo álbum, Marília contou para todos como funciona a vida de uma amante com o sucesso Amante Não Tem Lar. Essa letra deu até o que falar com a polêmica do Wesley Safadão, acredita? É muito referencial de sofrência!

Honrando o título

A partir do lançamento desse CD, em 2017, até quem não era fã já sabia que Marília Mendonça era, e continua sendo até hoje, a dona da sofrência. Com isso, muitos outros sucessos e projetos em parceria foram criados.

Lembra que as mulheres estavam ganhando voz no meio sertanejo? Pois a musa se aproveitou muito bem disso ao lançar o Agora que São Elas 2, com a dupla Maiara e Maraisa.

Capa do CD Agora é que São Elas
Créditos: divulgação

O projeto de 2018 tem 9 músicas, e dele saíram hinos da sofrência como Ausência e Estranho. A comoção nas redes sociais foi inacreditável, já que cada música foi lançada com trechos no Instagram.

Além disso, aproveitando a parceria, o público ganhou o sucesso das rádios A Culpa É Dele, que não parava de tocar nenhum instante de 2018.

O legado da sofrência ganhando o Brasil

Com uma média de 25 shows por mês, Marília Mendonça tem mais de 3 bilhões de visualizações e mais de 5 milhões de inscritos em seu canal do Youtube.

Aproveitando esse poder de alcance e força com o público, a cantora inovou e lançou em 2019 o álbum Todos Os Cantos. Para gravá-lo, Marília fez shows surpresa em alguns estados brasileiros, levando suas letras novas para seus diferentes fãs e fazendo as gravações para o seu projeto.

Tudo começou em Belém, com o primeiro lançamento, Ciumeira. A sofrência, que também trata de traição e ciúmes, foi lançada sozinha em 2018, em seu canal no YouTube.

A partir daí, outros sucessos individuais foram lançados, como Bem Pior Que Eu e Bye Bye.

Em 2019 lançou o álbum completo, que conta com 12 faixas e parcerias com Maiara e Maraisa e Henrique e Juliano.

A sofrência ganhando reconhecimento internacional

Esses clipes lançados aos poucos no YouTube trouxeram um reconhecimento inesperado para a Marília Mendonça.

Em fevereiro de 2019, a cantora apareceu no 50 Social, lista da Billboard referente a cantores com grande destaque nas redes sociais, que avalia detalhes como seguidores e visualizações em cada música.

A sofrência ganhou tanta força no país que Marília era a única cantora brasileira na lista, e estava acima até de outras referências internacionais, como Rihanna.

Marília Mendoça reconhecida internacionalmente
Reconhecida até internacionalmente, nossa rainha da sofrência merece um destaque só para ela

Precisa de mais provas para perceber que o título de rainha da sofrência é perfeito para a Marília Mendonça? Com muito talento, carisma e bom humor, Marília ganha cada dia mais fãs por aqui. E você, já conhece e/ou é fã? Então aproveite e descubra você também o lado sofrência dela nessa seleção. Dá o play e aproveita!