Rap feminino: 13 artistas brasileiras e internacionais para ouvir

Listas musicais · Por Mateus Pereira Silveira

14 de Abril de 2021, às 12:00

Um dos ritmos mais populares, o ambiente do rap sempre foi bastante masculino, com canções que além de abordarem questões sociais, muitas vezes davam voz à ostentação e a objetificação das mulheres. 

Contudo, esse cenário vem sendo transformado mundialmente nos últimos anos, com cantoras desmistificando os estereótipos e alcançando um novo patamar a nível mundial. 

Rap feminino
Créditos: Divulgação

Trazendo suas vivências para as letras, essas mulheres também criam seus versos contra o racismo, misoginia e homofobia, como também valorizam o empoderamento feminino, a liberdade sexual e o amor.

Hoje preparamos uma lista especial com os principais nomes que se destacam no rap feminino, tanto aqui no Brasil, quanto lá fora. Confira!  

Mulheres no rap nacional 

Confira algumas mulheres brasileiras que arrasam no rap: 

Negra Li

Considerada uma diva do rap nacional, Negra Li começou a cantar ainda na infância em sua igreja, mas foi na adolescência que ela descobriu os encantos da black music e passou a definir sua personalidade musical. 

Sua imersão no ritmo foi com o grupo RZO, coletivo que revelou vários nomes de peso no rap brasileiro. O nome de Negra Li ficou mais famoso ao estrelar o filme e seriado Antônia, transmitido na TV Globo. 

Ao longo de sua trajetória, a artista transitou por diversos gêneros, entre eles o pop, a MPB e o reggae, mas voltou às suas origens em seus últimos trabalhos, ressaltando a sua ligação com a periferia e a cultura negra. 

Karol Conka

Recentemente o nome de Karol Conká está bastante ligado à sua controversa participação no BBB 21, em que foi eliminada com índice recorde pelo público. Contudo, como ela mesma disse, ela tem uma grande carreira na música. 

Natural de Curitiba, ela começou a ganhar projeção nacional na última década, com os álbuns PROMO e Batuk Freak, sempre abordando a importância do movimento feminista na sociedade. Mas o hit que fez a paranaense explodir foi Tombei, lançado em parceria com o Tropkillaz em 2015. 

Flora Matos 

Flora Matos é mais um nome de peso do rap nacional. Filha de poeta, ela conciliou o melhor do ritmo e poesia em suas letras, sendo considerada uma das grandes MC’s da geração. 

Flora começou se apresentando ao lado de DJs em boates de São Paulo. As elogiadas apresentações renderam uma turnê pela Europa e participações em programas de TV. 

Uma de suas grandes canções é Preta de Quebrada que ressalta a sororidade e o apoio feminino.

Preta Rara 

Militante em movimentos negros e feministas, Joyce Fernandes já escrevia suas rimas desde a infância e há mais de uma década vem buscando seu espaço no hip-hop nacional sob o codinome de Preta Rara

Com um histórico de muita luta, Preta trabalhou por anos como doméstica e usou de suas experiências de abuso para criar a página “Eu, empregada doméstica”, que deu voz às situações de desigualdade enfrentadas pelas mulheres negras. 

Formada em história, artista, modelo plus size e empreendedora, Preta usa sua voz “grossa” (como ela diz) para colocar o dedo na ferida e desferir versos contra o racismo, machismo e gordofobia.

Linn da Quebrada 

Sem dúvidas Linn da Quebrada subverte vários paradigmas do gênero, ao passar uma mensagem clara contra o preconceito e o machismo, além de discutir o universo das mulheres trans e travestis.

Sem papas na língua, ela dá voz a comunidade LGBTQIA+ periférica exposta na experimentação musical, passeando pelo rap, pop, funk e música eletrônica, sempre causando barulho e mostrando sua resistência. 

Tássia Reis 

Aclamada pela crítica com seu álbum Próspera, Tássia Reis é uma compositora que usa seus versos para enaltecer a cultura negra, trazendo as múltiplas vertentes do samba, hip-hop e até mesmo o lirismo do jazz. 

Trazendo a voz dos becos e da comunidade, ela tem um olhar mais poético e pessoal, sem deixar de ressaltar seu contexto social e a batalha de abrir o caminho para outras mulheres pretas conquistarem seu espaço de protagonismo no mainstream. 

Drik Barbosa 

Cantora natural de São Paulo, Drik Barbosa iniciou sua carreira emprestando seus vocais para os refrões de singles de rappers consolidados, como Emicida. 

Essas parcerias a projetaram no rap feminino e contribuíram para sua carreira autoral. Com canções inspiradas em histórias reais da família e da comunidade, a rapper começou a colocar a sua arte a serviço da coletividade e lançou o projeto Nós, que inclui ações multiplataformas, como lançamento de singles e audionovelas.

Mulheres no rap internacional 

Agora, confira algumas artistas do rap internacional:

Nicki Minaj 

Onika Tanya Maraj-Petty, também conhecida como Nicki Minaj, dispensa apresentações. A rapper surgiu como uma das grandes apostas da gravadora Young Money em 2009 e desde então estabeleceu seu legado grandioso. 

Com personalidade forte e estilo extravagante, Nicki se destacou pelas inúmeras parcerias, alter egos e sotaques únicos em seus flows acelerados, como em seu sucesso Anaconda

A cantora, que nasceu em Trinidad & Tobago, foi uma das responsáveis por reintroduzir a figura feminina no mundo do rap na última década e se tornou uma das personalidades mais influentes do gênero. 

M.I.A 

Se tem alguém que sabe do poder de usar a voz para defender suas causas é a rapper  britânica M.I.A. Com raízes no Sri Lanka, a compositora atua fortemente em prol das políticas de imigração, questões sociais  e direito das mulheres. 

Maya, como também é chamada, mostra seu posicionamento em seus trabalhos artísticos como estêncil e grafismos, além de usar gírias multiculturais em suas letras. 

Entre seus trabalhos marcantes está a letra e o clipe da música Bad Girls. Nessa canção, a artista afronta a proibição de as mulheres poderem dirigir em alguns países árabes e apresenta um empoderamento feminino bem bacana. 

Cardi B 

Praticamente uma brasileira pelo seu jeito espontâneo de ser, Cardi B é um dos grandes fenômenos dos últimos anos e entrega trabalhos e muitos memes.

Sem papas na língua ou vergonha do seu passado, Cardi faz sucesso por onde passa e além de conquistar o público, foi premiada pelo Grammy pelo álbum Invasion of Privacy em 2019. 

Seu nome continua em alta e bombou demais em 2020 graças ao hit mundial WAPque subverteu um dos costumes do rap, ao trazer duas mulheres falando abertamente sobre prazer sexual.  

Doja Cat 

Apontada como uma das revelações musicais de 2020, Doja Cat já vinha divulgando seu trabalho pela internet em portais como o Soundcloud desde meados da década passada, mas foi a partir do viral hilário de Mooo! que ganhou mais relevância no mainstream. 

Impulsionada pelo TikTok, Doja foi subindo degraus e chamando atenção pelo seu apelo visual e criatividade, mesclando o rap, o R&B e o dancehall. Sem dúvidas, é uma das mulheres que veio para ficar no gênero! 

Iggy Azalea 

Saindo do eixo EUA – Europa, a australiana Iggy Azalea foi uma grata surpresa no mundo do rap e estourou graças ao fenômeno do seu single Fancy, um dos hits mundiais em 2014. 

A rapper de versos rápidos fez inúmeras parcerias de diversos ritmos (de Ariana Grande a Anitta) e após uma fase um pouco sumida, está retornando para lançar seu novo álbum este ano e os fãs já estão na expectativa! 

Missy Elliott

Claro que não poderíamos fechar essa lista sem lembrar de umas das célebres personagens do rap feminino, a cantora Missy Elliott

Uma das precursoras das mulheres no rap ao lado de Ciara, Lil Kim e Queen Latifah (menções mais que honrosas), a artista se destacou tanto como compositora para outras artistas como interpretando suas próprias canções. 

Com milhões de discos vendidos, a rapper pavimentou a estrada para outras mulheres retomarem o protagonismo no gênero, com sucessos inesquecíveis, como Work It

Como tudo começou 

Para você continuar na vibe das rimas e do flow, que tal conhecer um pouco mais da história do rap

História do rap

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