
Eu Não Sou Poeta
Carlos Paião
Simplicidade e humor em "Eu Não Sou Poeta" de Carlos Paião
"Eu Não Sou Poeta", de Carlos Paião, faz uma crítica bem-humorada à idealização dos poetas e à linguagem rebuscada frequentemente usada para falar de amor. Paião assume, de forma leve, sua limitação em "fazer versos, rimar" e prefere a sinceridade simples à grandiosidade poética. No trecho “Quem me dera chamar-te de musa / Em sonetos e coisas que tais / Uma escrita solene e confusa / Com palavras a mais”, ele ironiza o excesso de formalismo e a dificuldade de comunicação que surge ao tentar imitar os grandes poetas.
O refrão, “Eu não sou poeta, não / Não sou poeta / Nunca fui um grande sofredor / Não te sei falar de amor”, reforça essa postura descontraída, contrapondo a figura do poeta sofredor à sua própria maneira direta de lidar com sentimentos. Lançada em 1981 como lado B, a música usa o humor para valorizar a autenticidade e a simplicidade nas relações, em vez de buscar reconhecimento por meio de versos complicados. Ao dizer que, se fosse poeta, “só faria canções eruditas / E se as ditas ninguém entendesse / Rematava com frases bonitas / P'ro que desse e viesse”, Paião satiriza a busca por sofisticação vazia, mostrando que o amor verdadeiro dispensa adornos literários para ser sentido e comunicado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Carlos Paião e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: