
Era Assim Naquele Tempo
César Oliveira e Rogério Melo
Tradição e reflexão sobre o passado em “Era Assim Naquele Tempo”
“Era Assim Naquele Tempo”, de César Oliveira e Rogério Melo, retrata com clareza e nostalgia o cotidiano dos gaúchos de antigamente, destacando o rigor e o código de honra que guiavam suas vidas. A música vai além da simples celebração: ao mencionar “a vida assim se perdia por nada ou por muito pouco”, ela sugere uma reflexão sobre as consequências desse modo de vida, marcado por disputas de honra e decisões rápidas que podiam resultar em tragédias.
A letra faz uso de expressões regionais como “bochincho”, “paysano” e “tropeada”, reforçando a ligação com a cultura do Rio Grande do Sul e o ambiente rural do pampa. Referências a bailes antigos, rivalidades e à importância da palavra dada mostram como esses valores moldaram a identidade local. Trechos como “um insulto assoprava no movimento da noite” e “um facão fazia açoite relampejando no apuro” ilustram a violência e a tensão presentes nas relações, enquanto “a justiça que imperava era a honra e a palavra, lei maior daquela gente” resume o espírito autossuficiente e os códigos próprios do gaúcho.
A imagem das “cruzes que serpenteiam nos entremeios da linha” simboliza as perdas e cicatrizes deixadas por esse tempo, trazendo à tona tanto a saudade quanto a necessidade de refletir sobre o preço desses valores. Assim, a música preserva a tradição gaúcha, mas também convida o ouvinte a pensar sobre suas contradições e impactos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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