
Polícia no morro
Cristina Buarque
Desigualdade e repressão em "Polícia no morro" de Cristina Buarque
A música "Polícia no morro", interpretada por Cristina Buarque, faz uma crítica direta à relação desigual entre a polícia e os moradores das comunidades do morro. A letra destaca como a repressão policial se intensifica apenas quando interesses da elite são ameaçados, como no trecho: "atrás do cabrito do doutor / Que o Bento matou e fez tambor". Aqui, o cabrito, pertencente a alguém de fora da comunidade, é usado para fazer um tambor, símbolo da cultura popular do morro. Esse detalhe evidencia tanto a apropriação de recursos locais para a expressão cultural quanto a seletividade da ação policial, que só age com rigor quando algo da elite é afetado.
Outro ponto importante é a ameaça de cancelar a escola de samba caso o cabrito não seja devolvido: "A escola só sai se o cabrito aparecer". Isso mostra o poder de coerção das autoridades sobre manifestações culturais do morro, como o samba e o carnaval. A sequência "toma a bateria / E encana o pessoal / Termina com a sujeira / Prende o apito e a bandeira / Acaba com o carnaval" ilustra como a repressão policial sufoca a cultura popular, tratando o samba e o carnaval como problemas a serem eliminados. Cristina Buarque, reconhecida por sua defesa do samba tradicional, utiliza a canção para denunciar a criminalização do samba e a violência institucional, temas centrais em sua carreira e fundamentais para compreender a resistência cultural das comunidades periféricas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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