
Reprogresso
Dead Fish
Memória e identidade ameaçadas em “Reprogresso” da Dead Fish
A música “Reprogresso”, da Dead Fish, faz uma crítica direta ao impacto negativo do desenvolvimento urbano sobre a memória coletiva e a identidade cultural. O próprio título mistura as ideias de retrocesso e progresso, questionando se o avanço das cidades realmente traz benefícios ou se, muitas vezes, significa a perda de histórias e tradições. Isso aparece claramente no verso “Aqui onde hoje passam os ônibus / Minha avó pisava ao mar”, que mostra como espaços antes cheios de significado pessoal e histórico são transformados em ambientes urbanos impessoais e poluídos.
A letra transmite um sentimento de desorientação e perda, como em “Pois não sei de onde venho” e “Queria tanto ver a história que o asfalto tapou”. Esses trechos reforçam a crítica à urbanização acelerada, que apaga referências e impede que novas gerações conheçam suas origens. O verso “Mais uma geração se perdeu / Isso não pode ter sido sem querer” sugere que essa perda é resultado de decisões sociais e políticas, não de acaso. Ao final, a imagem da “ilha afundou” simboliza a destruição de um modo de vida e de uma identidade local, enquanto “só soubemos nos matar” aponta para a autodestruição causada por esse falso progresso. A música propõe uma reflexão sobre o verdadeiro custo do desenvolvimento e a necessidade de preservar a memória e o sentimento de pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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