
Avenida Maruípe
Dead Fish
Infância e memória política em “Avenida Maruípe” do Dead Fish
Em “Avenida Maruípe”, o Dead Fish utiliza a rua de Vitória como símbolo da passagem da infância para a consciência política durante o regime militar no Brasil. Elementos como o abacateiro, o futebol de rua e as tardes ensolaradas criam um clima de nostalgia, representando um tempo de inocência e proteção. No entanto, essa atmosfera logo é rompida pela presença dos "milicos espalhando o mal-estar" e pelo medo que atingia famílias, especialmente aquelas marcadas pela repressão, como no verso: “Os filhos que um dia a ditadura torturou”.
A Avenida Maruípe era, de fato, a fronteira entre o lar do vocalista Rodrigo Lima e o ambiente externo, onde a repressão e as mudanças sociais se faziam sentir. A letra destaca o movimento das Diretas Já, simbolizando o despertar político e a esperança coletiva: “O povo a crescer, erguendo sua voz, o movimento das diretas já!”. A música também critica o desenvolvimento econômico que ignorava questões ambientais e éticas, como mostram os versos sobre caminhões levando toras da Mata Atlântica e os "pequenos furtos" para alimentar o "milagre econômico". Ao final, a canção reforça a importância de lembrar o passado para evitar que os mesmos erros se repitam: “Sempre lembrar pra nunca repetir!”. Assim, a faixa mistura memórias pessoais e críticas sociais, mostrando como experiências individuais se conectam à história do país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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