
Sangue Nas Mãos
Dead Fish
Crítica política e resistência em "Sangue Nas Mãos"
"Sangue Nas Mãos", da Dead Fish, faz uma crítica direta ao cenário político brasileiro, especialmente ao impeachment de 2016, que a banda chama de "golpe". O verso “um grande acordo nacional com o Supremo e com tudo” faz referência à frase do ex-senador Romero Jucá, revelando o conluio entre diferentes poderes para proteger interesses de uma elite política. A letra também menciona "um torturador", apontando para o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, homenageado por Jair Bolsonaro, e expressa indignação diante da exaltação de figuras ligadas à repressão e à ditadura militar.
A música denuncia ainda a seletividade da justiça brasileira, como em “Entre brancos e ricos / Pois ninguém é julgado”, e critica a cumplicidade de parte da sociedade, simbolizada pelo barulho das "panelas" durante os protestos pró-impeachment. O trecho “Em cada casa, um ponto cego, um cidadão se levantou / Abriu a porta do armário e o preconceito se espalhou” sugere que o clima político favoreceu manifestações de preconceito e intolerância, indicando um retrocesso autoritário. Ao afirmar que “O lado certo da história não tem sangue nas mãos”, a banda se posiciona contra a violência institucional e a manipulação política, defendendo uma postura ética e de resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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