Rio De Algodão
Festival de Música Popular - Brumado
Solidário ao órfão de pai/mãe
Ao choro que rega todas as dores
Ao lado escuro da Lua crescente
Ao cego que sente falta das cores
Às flores amputadas do botão
A outras que secam antes do corte
Privando roseira-mãe da má sorte
Nasce assim um rio de algodão
Leito e manancial: Coração
Seu curso seguirá qualquer um norte
Rio de algodão, rio de algodão
Na brisa do rio de algodão
Voam serenas folhas de lembrança
E a esperança tecendo o cordão
Umbilical da nascente criança
Nas águas macias, cheiro de paz
Gosto de vida e textura de neve
O tempo não conta, o vento é leve
Pobreza, riqueza, lá tanto faz
Filho de trovão, por certo, capaz
De mudar seu curso num raio breve
Rio de algodão, rio de algodão
Solidário a si, enquanto se finda
Calado, ao encontro do mar profundo
Sua lama dissolve com fé, ainda
Algemas tiradas das mãos do mundo
Velado de brio e de transparência
Arrasta razões até ser notado
E o anzol da maldade, ora quebrado
Refresca corredeiras da inocência
Jamais pretende pra si a demência
De no mar solver-se, aniquilado
Porque no leve rio de algodão
Os peixes são capuchos amorosos
As aves são almas de outros rios
Os golfos são retalhos calorosos
Quando a frieza da morte chegar
Ondas nem sal lhe trarão finitude
Tal baronesas flutuam no açude
Flutuaria nas ondas do mar
Flutuaria nas ondas do mar
Flutuaria nas ondas do mar
Rio de algodão, rio de algodão



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