
No Cabo do Socador
Gerson Brandolt e Beto Villaverde
Trabalho e esperança em "No Cabo do Socador"
"No Cabo do Socador", de Gerson Brandolt e Beto Villaverde, retrata com bom humor e sinceridade o cotidiano exaustivo do alambrador gaúcho, responsável por construir cercas no campo. O título faz referência ao esforço físico de usar o "socador", ferramenta essencial para fincar estacas, simbolizando a rotina pesada e o desgaste do trabalhador rural. A letra traz expressões regionais como "labanca", "guenta sol e mormaço" e "me mijei dum laçaço", aproximando o ouvinte da cultura e do dia a dia do interior do Rio Grande do Sul.
Além do cansaço físico, a música destaca a insatisfação com as promessas não cumpridas do patrão, como em "Que a carne eu tinha a vontade... Só cabeça, bofe e goela é o que vem lá da estância", mostrando a precariedade da alimentação e as dificuldades enfrentadas no campo. Mesmo diante das adversidades, o personagem mantém o bom humor e sonha com o pagamento, quando poderá aproveitar o vinho tinto e a companhia das "gurias do sobrado". Esse contraste entre o trabalho duro e o desejo de lazer evidencia a força e a esperança de quem valoriza os pequenos prazeres e a identidade gaúcha. O refrão repetido reforça o ciclo de esforço e recompensa, típico da vida rural, tornando a canção próxima da realidade de muitos trabalhadores do interior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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