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Tradição e identidade rural em “Um Quadro de Campo”

“Um Quadro de Campo”, de Gerson Brandolt e Beto Villaverde, retrata com sensibilidade o cotidiano rural gaúcho, valorizando detalhes que fazem parte da tradição campeira. A letra transforma cenas simples, como o mate ao amanhecer, o cavalo pronto para o trabalho e a garça no horizonte, em símbolos de pertencimento e orgulho cultural. O uso de termos regionais, como “pingo” (cavalo), “camperiada” (atividades do campo) e “pionada” (peões), reforça a autenticidade da música e celebra a identidade do Rio Grande do Sul.

A canção constrói um cenário vivo, onde elementos como o galo cantando ao amanhecer, o potro em doma, o laço canhoto e o minuano ciumento da geada criam uma atmosfera de respeito à natureza e aos costumes locais. Metáforas como “o sol pedindo serviço” e “a lua à cabresto” dão vida aos elementos naturais, mostrando o campo como um organismo com rotina e sentimentos. No trecho final, “Não acredito que alguém... com sentimento e valor / Possa dizer que este quadro é órfão de criador...”, a música reforça que a beleza e a ordem do campo são resultado de uma criação intencional, seja divina ou fruto do trabalho humano. Assim, “Um Quadro de Campo” é uma homenagem à tradição, ao esforço diário e à sensibilidade de quem vive e preserva a cultura campeira.

Composição: Passarinho Teixeira Nunes, Gerson Brandolt, Beto Vilaverde. Essa informação está errada? Nos avise.

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