
Puisque Tu Pars
Jean-Jacques Goldman
“Puisque Tu Pars”: adeus com afeto e horizonte aberto
Em “Puisque Tu Pars”, a despedida é um gesto ativo de amor: “puisque nous t’aimons trop pour te retenir” (já que te amamos demais para te reter) transforma o abandono em libertação. O refrão ecoa um ritual que inspirou Jean-Jacques Goldman — o “Ce n’est qu’un au revoir” (é só um até logo) cantado pelo público — para que o adeus soe como promessa de reencontro. A aceitação madura aparece cedo: “il faut apprendre… à rêver nos désirs et vivre des ‘ainsi-soit-il’” (é preciso aprender… a sonhar nossos desejos e viver os “assim seja”), reconhecendo que nem sempre “tout donner” (dar tudo) é “suffire” (bastar). Isso sustenta a decisão de deixar partir quem “ira mieux battre” (vai bater melhor) o coração em outro lugar, sem culpas. A canção é aberta a vários vínculos — amor, amizade, família — apoiada em frases universais como “notre au revoir” (nosso até logo) e “comme une empreinte indélébile” (como uma marca indelével).
A tensão entre mudança e permanência guia o tom sereno: aconselha-se seguir — “ta maison… c’est l’horizon” (sua casa… é o horizonte) — e, ao mesmo tempo, guardar raízes: “dans ton histoire, garde en mémoire notre au revoir” (na sua história, guarde na memória nosso até logo). O texto combina deslocamento externo e exílio interior: pode ser viagem, término, saída de casa ou um luto discreto; “sans drame, sans larme… des douleurs qui ne pleurent qu’à l’intérieur” (sem drama, sem lágrimas… dores que só choram por dentro) revela uma dor contida. A melodia simples, os arranjos acústicos de violão e piano e a voz cálida de Goldman reforçam a postura íntima e acolhedora, um “au revoir” otimista. As imagens de tempo e distância — “comme octobre l’est d’avril” (tão diferente quanto outubro é de abril) — dizem que ciclos mudam, enquanto “essaie d’apprendre à revenir / mais pas trop tard” (tente aprender a voltar / mas não tarde demais) mantém a porta entreaberta. Goldman não define o destino de quem parte, e essa ambiguidade permite projetar a própria travessia na promessa de que “le plus beau reste à venir” (o melhor ainda está por vir).
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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