
Olhos Vendados
Golpe de Estado
Desigualdade e exclusão social em “Olhos Vendados”
“Olhos Vendados”, do Golpe de Estado, retrata de forma direta a vida de um personagem marginalizado, sem perspectivas de ascensão social ou redenção. Logo no início, versos como “Eu não tenho nada. Nem conta no banco / Banco que eu conheço é banco de jardim” usam ironia para mostrar a exclusão do protagonista do sistema financeiro e, por consequência, da cidadania. A menção ao “karma” e ao batismo “com cuspe, cachaça e racumim” reforça a ideia de um destino marcado pela miséria e abandono desde o nascimento, sem chance de dignidade.
A letra traz imagens fortes para ilustrar a violência cotidiana. Em “Bato carteira, meu nome é carreira / Nasci numa vala negra, rebento de uma rameira”, o crime aparece como única alternativa de sobrevivência. O trecho “Cola, benzina, delírio, miséria, polícia / Porrada e cadeia sodomizado, pirado” expõe o ciclo de dependência química, repressão policial e violência sexual nas prisões, compondo um retrato brutal da exclusão social. O título “Olhos Vendados” sugere tanto a cegueira da sociedade diante dessa realidade quanto a falta de esperança do próprio personagem. Ao afirmar “Apenas confirmam, coisas são como são”, a música encerra com um tom fatalista, reforçando que, para muitos, a marginalização é uma condição invisível e imutável.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Golpe de Estado e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: