Que tristeza inútil este abandono
de cair na cama como um grande tolo
um chuveiro frio e correr na praia
para o seu consolo


cada minuto do dia
cada segundo da noite
que tristeza tão inútil
num mundo azul de sono


Percorrer a vida numa noite em branco
ombro na cadeira sem saber porquê
comer jaquinzinhos à beira do rio
para o seu prazer


cada minuto do dia
cada segundo da noite
que tristeza tão inútil
num mundo azul de sono


Vamos soltar os matraquilhos
Fazer com eles uma aventura
correr os campos
como lagartos em cio


E no silêncio das palavras
secar as águas das imagens
trocar num copo
uma noite por um dia.

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