exibições de letras 5.006
Letra

    Me enfurnei no galpão,
    Mas louco de invocado
    Porque tinham me roubado,
    O gateado da estima
    De resto ainda por cima,
    Levaram meu doze braças
    E pra aumentar a desgraça,
    Quebrei os pratos com a china.
    A minha roça de milho,
    Cheia de espiga novita
    Me bateram as caturritas,
    E esculhambaram a metade
    Pra completar a maldade,
    Aquele zebu aspudo
    Tu vê, com cangalha e tudo,
    Comeu as couve à vontade

    Mas sou feito de tutano,
    Tenho sangue castelhano
    E não me entrego assim no más
    Pra acabar com a desgraceira,
    Brigo até virar caveira
    No quintal do satanás

    As botas couro de bufo,
    O sorro roeu o cano
    Meu chapéu republicano,
    Se foi numa ventania
    Deus do céu, que judiaria,
    A xerenguinha tetéia
    Que eu ganhei do porca-veia,
    Perdi numa pescaria
    Açude rompeu a taipa,
    Me alagou um eito de campo
    Um temporal com relampo,
    Esparramou a criação
    E por falar em azarão,
    O meu cusquinho pitôco
    Me estranhou, fico bem louco,
    E se botou nos meus garrão.


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de João Luiz Corrêa e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção