
Pela Cordeona do Tempo
Leonel Gomez
Tradição e memória gaúcha em “Pela Cordeona do Tempo”
“Pela Cordeona do Tempo”, de Leonel Gomez, destaca o papel do acordeão — chamado de "cordeona" ou "gaita de botão" — como símbolo das memórias e emoções do povo gaúcho. A música mostra como o instrumento conecta passado e presente, sendo parte essencial dos bailes, romances e momentos marcantes da vida no campo. Trechos como “muita moça de campanha bailou seus sonhos na sala” e “muito romance fronteiro, desses que a noite ainda embala, teve um floreio primeiro nos alvoroços de um pala” associam a música à descoberta do amor e à inocência dos encontros, usando expressões regionais que reforçam a autenticidade e o apego às tradições locais.
O acordeão aparece como companheiro tanto nas festas quanto na solidão, como em “quanto trago, por desgosto, já se golpeou no balcão / ouvindo sem por sentido essa gaita de botão”. Aqui, a música serve de refúgio e confidente para quem enfrenta as dores do coração. O contexto da canção ganha ainda mais força pela ligação de Leonel Gomez com Sant'Ana do Livramento e a cultura nativista, o que traz verdade e identidade à obra. Ao final, a letra sugere que, enquanto houver quem ouça e sinta, “há muito que se cantar”, mostrando que a tradição e a memória seguem vivas através da música, mesmo depois que o baile termina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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