
Milonga De Tempo e vento
Lisandro Amaral
Identidade e memória gaúcha em “Milonga De Tempo e vento”
“Milonga De Tempo e vento”, de Lisandro Amaral, explora a relação profunda entre a identidade gaúcha, a memória coletiva e a natureza. O vento, elemento central na letra, aparece como símbolo de liberdade e inconstância, representando o espírito inquieto e a busca constante por pertencimento. O trecho “É a mesma alma do vento / Que nunca sabe onde mora...” reforça essa sensação de raízes difusas, mostrando que a procura por um lar é também uma busca pela própria história e identidade do povo gaúcho.
Lisandro Amaral se inspira nas tradições do Rio Grande do Sul e nas antigas tolderias indígenas, o que se reflete na valorização do passado e da cultura regional. Expressões como “desencilhar tempo novo” sugerem renovação e esperança, indicando que, mesmo diante da saudade e do abandono — como em “ressuscitar as taperas” —, existe sempre a possibilidade de recomeço e de manter viva a tradição. Referências ao “picaço” (cavalo) e à estrada iluminada por uma “estrela antiga” reforçam a ligação com a lida campeira e com o passado. O vento, que “sopra os meus horizontes”, simboliza tanto o impulso para seguir adiante quanto a incerteza do futuro. O envolvimento de Amaral na produção do filme “O Tempo e o Vento” aprofunda o sentido de passagem do tempo e continuidade cultural, tornando a música um tributo à memória, à resistência e à busca por pertencimento no universo gaúcho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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