
De Cavalo em Cavalo
Luis H. Rocha
Memória e companheirismo em “De Cavalo em Cavalo”
“De Cavalo em Cavalo”, de Luis H. Rocha, retrata a forte ligação entre o homem do campo e seus cavalos, destacando o papel desses animais como companheiros de vida. O verso “Cada cavalo que montei / Foi um amigo nessa vida” mostra que, para o narrador, os cavalos são mais do que ferramentas de trabalho: são amigos presentes em todas as fases, do cotidiano difícil às celebrações. A despedida de cada animal é descrita como “maleva”, termo que expressa a tristeza e a dureza de seguir em frente após uma perda, algo comum na vida rural.
A letra utiliza imagens marcantes, como “Rompe a madrugada / Na costa do Uruguai” e “Lá no rincão celestial / Na imensidão vazia / Bate casco o baio leal / Laçando estrelas noite e dia”, para reforçar o vínculo afetivo e a simplicidade da vida campeira. Termos regionais e referências à fronteira, aos tipos de cavalo e às atividades do campo, como “pra lida bruta campeira” e “pra bochincho e peleia desigual”, situam o ouvinte no universo rural, onde cada cavalo tem uma história única. Ao final, a ideia de que até no “rincão celestial” o cavalo fiel acompanha o narrador sugere que essa relação vai além da vida, tornando-se parte fundamental da identidade e da memória de quem vive “de cavalo em cavalo”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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