
Cova de Touro
Luiz Marenco
A Luta Instintiva e Ritualística em 'Cova de Touro' de Luiz Marenco
A música 'Cova de Touro' de Luiz Marenco é uma rica representação da vida no campo, especialmente focada na figura do touro e suas batalhas instintivas. A letra começa descrevendo o cenário de setembro, quando os ventos aguçam o instinto das feras e a primavera traz o cio, fazendo com que a novilhada retoce. Esse início já estabelece um ambiente natural e cíclico, onde os animais seguem seus instintos primordiais.
A metáfora das 'covas de touro' que se abrem e os trevos que florescem no meio simbolizam tanto a fertilidade da terra quanto os combates que ocorrem entre os touros. Esses combates são descritos com uma riqueza de detalhes que enfatiza a força e a bravura dos animais, como o 'touro pampa de marca' e o 'touro pêlo osco'. A luta entre os touros é apresentada quase como um ritual, uma necessidade instintiva de afirmar poder e território, algo que é intrínseco à natureza dos animais.
A letra também faz uma analogia entre os touros e os homens, especialmente no trecho onde o narrador menciona 'prenunciando pêlo e sangue, que a espora conhece o gosto'. Isso sugere que, assim como os touros, os homens também têm seus combates e rituais, seja por sobrevivência ou por ideais. A música termina com os touros cansados, seguindo seus caminhos e deixando 'covas abertas, pra um avestruz fazer ninho', simbolizando que a vida continua e que cada batalha deixa suas marcas, mas também abre espaço para novas vidas e novos ciclos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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