
Veterinária Campeira
Mano Lima
Sabedoria popular e humor rural em “Veterinária Campeira”
“Veterinária Campeira”, de Mano Lima, retrata com leveza e bom humor como o conhecimento popular do campo muitas vezes substitui a medicina veterinária formal nas regiões rurais do sul do Brasil. A música destaca receitas caseiras inusitadas, como “azeite de mocotó mesclado com criolina” para tratar basteira e “três cerveja preta” para aliviar dor de urina em cavalos, mostrando a criatividade e a adaptação dos trabalhadores rurais diante da falta de recursos. Essas soluções, transmitidas de geração em geração, evidenciam a resiliência e a inventividade do povo gaúcho.
O uso de expressões típicas do interior, como “hay que trocar a chupeta” e “atirá os bago pra frente pra não ficar tropicão”, reforça a autenticidade da narrativa e aproxima o ouvinte da cultura campeira. Mano Lima, conhecido como “Filósofo dos Pampas”, utiliza o humor para valorizar a sabedoria popular, mas também faz uma crítica sutil à falta de acesso a recursos modernos, como nos versos “O carbúnculo não tem cura nem debaixo de promessa / Não perca o tempo tratando um touro que quebra a peça”. Ao mesmo tempo, a música celebra o orgulho rural e o improviso diante das dificuldades, transformando o cotidiano simples em motivo de afeto e identidade cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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