
Ellegibo
Margareth Menezes
Herança e resistência afro-brasileira em "Ellegibo"
"Ellegibo", interpretada por Margareth Menezes, destaca-se como uma celebração da ancestralidade e da resistência afro-brasileira, profundamente conectada ao candomblé. A música faz referência direta a "Elegibô" como uma "cidade encantada" e "sua majestade real", símbolos que remetem à cidade africana de Ketu, importante berço das tradições religiosas que influenciaram o candomblé no Brasil. Ao mencionar o "Araketu ritual do candomblé", a canção reforça a valorização de cidades históricas como Ketu e Sapé, ressaltando a importância da herança africana e da força espiritual dos orixás na cultura brasileira.
A letra cria uma atmosfera marcada por dificuldades, como nos versos “os vassalos ficaram sem pasto / a fauna e a flora não brotavam mais / as mulheres ficaram estéreis”, retratando uma crise que afeta toda a comunidade. A superação desse momento ocorre por meio de rituais, batalhas simbólicas entre o bem e o mal e a união representada pelo ato de comer inhame juntos na floresta sagrada. O refrão “Ele! Ele! Elegibôô-ôô” serve como um chamado coletivo, reforçando a ideia de união, celebração e renovação espiritual. Assim, "Ellegibo" vai além de exaltar a cultura afro-brasileira: transmite esperança, reconstrução e orgulho das raízes, consolidando-se como um símbolo de resistência e celebração no carnaval e na música popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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