
Saudação ao Caboclo
Margareth Menezes
Espiritualidade e ancestralidade em “Saudação ao Caboclo”
“Saudação ao Caboclo”, de Margareth Menezes, destaca a forte ligação entre espiritualidade, ancestralidade e cultura afro-brasileira. Logo no refrão, a menção a “Aruanda” faz referência à cidade espiritual da Umbanda, um local associado à paz e evolução espiritual. Essa evocação reforça a busca por um refúgio sagrado coletivo, central para muitas tradições de matriz africana no Brasil.
Ao citar “caboclos” e a aldeia, a música presta homenagem às entidades espirituais de origem indígena, celebrando a ancestralidade e a força das tradições afro-brasileiras. O trecho “Na minha aldeia são vinte Caboclos / Comigo são vinte e um / Lá vivemos felizes / Lá não se vive no zum zum zum” contrapõe a harmonia espiritual da aldeia à confusão do mundo terreno, sugerindo que a felicidade está na coletividade e no respeito mútuo. A repetição de “Selei, Selei / Meu Cavalo Selei” funciona como um mantra de preparação para a jornada espiritual, remetendo ao ritual de “selar o cavalo”, expressão usada nas religiões afro-brasileiras para simbolizar o preparo do corpo para receber entidades ou atravessar para o sagrado. Margareth Menezes une elementos tradicionais e linguagem pop, transmitindo orgulho das origens e ressaltando a importância da fé coletiva, tornando “Saudação ao Caboclo” uma celebração da cultura e espiritualidade afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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