
Uma História de Ifa
Margareth Menezes
Resistência e ancestralidade em “Uma História de Ifa”
“Uma História de Ifa”, interpretada por Margareth Menezes, destaca a importância da ancestralidade e da espiritualidade africana na cultura afro-brasileira. A música faz referência à cidade mítica de “Elegibô”, apresentada como um símbolo de resistência e de conexão com o sagrado, central para o Candomblé. Ao citar cidades históricas como Ketu e Sapé, e mencionar diretamente o “Araketu ritual do Candomblé / Exalta as cidades de Ketu e Sapé”, a canção reforça a ligação com a tradição iorubá e com os blocos afro, especialmente o Ara Ketu, grupo que originalmente gravou a música. Essas referências celebram a herança africana e a importância dos rituais de comunhão e superação coletiva.
A letra narra um período de dificuldades, marcado por fome, infertilidade e sofrimento, como nos versos “Os vassalos ficaram sem pasto / A fauna e a flora não brotavam mais / As mulheres ficaram estéreis / A flor do seu sexo não se abrirá jamais”. Esses trechos simbolizam tanto crises materiais quanto espirituais, mostrando como a comunidade enfrenta e supera esses desafios por meio dos rituais e da união. O retorno dos guerreiros com o rei à floresta sagrada e o ato de comer inhame juntos representam a restauração da harmonia e a celebração da vida, elementos fundamentais nos rituais do Candomblé. Ao repetir “Cidade reluzente (Elegibô)”, a música reafirma a esperança e a força coletiva, tornando-se um verdadeiro hino de resistência e valorização da cultura afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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