
Cordeiro de Nanã
Margareth Menezes
Resistência e ancestralidade em "Cordeiro de Nanã"
Em "Cordeiro de Nanã", Margareth Menezes utiliza a imagem do cordeiro para abordar a resistência negra e a recusa à passividade diante do sofrimento histórico, especialmente o da escravidão. No trecho “Fui chamado de cordeiro / Mas não sou cordeiro não / Preferi ficar calado / Que falar em levar, não”, a artista mostra que o silêncio pode ser uma escolha consciente, uma forma de preservar a dignidade e a força interior, e não um sinal de submissão. Essa postura remete à tradição de resistência silenciosa de muitos que enfrentaram opressão, transformando o silêncio em oração e força.
A repetição do refrão “Sou de Nanã, ê uá ê uá ê” destaca a devoção à orixá Nanã, figura central no candomblé, associada à sabedoria, ancestralidade e águas calmas. Essa conexão espiritual é apresentada como fonte de sustentação e esperança, especialmente nos versos “Meu cantar / Me deu as forças que sustentam meu viver”. O canto, nesse contexto, vai além da arte: é uma prece, um pedido de proteção e uma afirmação da identidade afro-brasileira. A música transmite serenidade, respeito e fé, celebrando a força que vem da ancestralidade e da espiritualidade, elementos fundamentais para enfrentar as adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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