
Água de Oxum
Mariene de Castro
Devoção e força feminina em “Água de Oxum” de Mariene de Castro
“Água de Oxum”, interpretada por Mariene de Castro, expressa uma devoção intensa à orixá Oxum, figura central do candomblé associada às águas doces, ao amor e à força feminina. A letra destaca a crença de que a felicidade e a realização pessoal dependem da vontade de Oxum, como no verso “Se um dia eu for feliz, foi Oxum, foi Oxum quem quis”. Isso mostra uma entrega confiante aos desígnios da orixá, reforçando a ideia de proteção espiritual e de que o amor e a felicidade são bênçãos concedidas por ela.
A música faz referência à “beira do mar” e à “água doce do meu amor”, evocando a dualidade das águas de Oxum, especialmente na qualidade Oxum Apará, que transita entre águas doces e salgadas. Essa dualidade simboliza a união de diferentes forças e o cuidado materno abrangente. A repetição de “manda chamar” e a saudação “Salve minha mãe!” reforçam o caráter ritualístico da canção, como se fosse um pedido de bênção ou uma oferenda. O trecho “Quem ama, se encanta / Bebe o abô como bebe o mel da cana” compara o abô, água sagrada usada para purificação no candomblé, à doçura do amor, sugerindo que amar é se renovar e se purificar. Ao exaltar Oxum Apará como “água rara de se encontrar”, a música valoriza a singularidade e a preciosidade dessa força feminina, conectando a espiritualidade afro-brasileira ao cotidiano das emoções humanas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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