
Canto Das Três Raças
Mariene de Castro
Dor e resistência no Brasil em “Canto Das Três Raças”
“Canto Das Três Raças”, interpretada por Mariene de Castro, aborda de forma direta como a dor e a resistência dos povos indígenas, africanos e europeus moldam a identidade brasileira. Um ponto central da música é a transformação do "canto" – geralmente associado à celebração – em um grito de sofrimento coletivo. Isso fica claro no verso “Quando pode cantar, canta de dor”, que subverte a ideia de alegria e mostra que, para muitos brasileiros, a música também serve como desabafo diante das injustiças históricas.
A letra faz referência ao “índio guerreiro” levado ao cativeiro, simbolizando a opressão dos povos originários, e ao “negro” que entoa “um canto de revolta pelos ares” no Quilombo dos Palmares, destacando a luta e resistência dos africanos escravizados. Ao mencionar a “luta dos Inconfidentes pela quebra das correntes”, a canção conecta o sofrimento dos europeus à busca por liberdade, mostrando que todos os grupos formadores do Brasil enfrentaram adversidades profundas. O contexto histórico reforça que essas dores são estruturais e coletivas, compondo um lamento que “ecoa noite e dia” e aparece até mesmo no “canto do trabalhador”, que “devia ser um canto de alegria, soa apenas como um soluçar de dor”. A interpretação de Mariene de Castro ressalta esse convite à reflexão sobre as raízes do sofrimento social brasileiro e a permanência desse lamento na cultura popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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