
Tia Nastácia
Mariene de Castro
A memória afetiva e cultural em “Tia Nastácia” de Mariene de Castro
Em “Tia Nastácia”, Mariene de Castro transforma o momento de adormecer em um ritual de afeto e transmissão de cultura, destacando o papel essencial das mulheres negras na construção da memória afetiva brasileira. A letra apresenta Tia Nastácia como a cuidadora que, ao cantar e contar histórias, embala o sono do “sinhôzinho”. Esse personagem representa a tradição oral e a figura materna que vai além do cuidado físico, sendo também guardiã de saberes e narrativas. O trecho “A velha de colo quente / Que canta quadras e conta histórias / Para ninar” reforça o clima de aconchego e proteção, trazendo à tona lembranças de infância e a importância do colo acolhedor.
A repetição de versos e o uso de onomatopeias como “hum hum hum” e “lalaralaralirara” criam uma atmosfera de embalo, remetendo ao ritmo das cantigas de ninar e à musicalidade espontânea das histórias contadas à beira da cama. Ao incluir a canção no álbum “Tabaroinha”, Mariene de Castro resgata essa memória afetiva, conectando a obra de Monteiro Lobato e a trilha de Dorival Caymmi à valorização da cultura popular. Elementos do folclore, como “Peixe é esse mutum, manganem / É toca do mato guenem, guenem”, reforçam o papel de Tia Nastácia como ponte entre o universo infantil e as raízes culturais brasileiras, mostrando que o ato de ninar também preserva e transmite tradições.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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