
Arrancado de Lá Luanda (Quando Eu Venho de Luanda)
Mestre Toni Vargas
Identidade e resistência em "Arrancado de Lá Luanda"
Em "Arrancado de Lá Luanda (Quando Eu Venho de Luanda)", Mestre Toni Vargas destaca a força coletiva e a resistência dos africanos trazidos à força para o Brasil. O verso repetido “Quando eu venho de Luanda eu não venho só” reforça a ideia de que, mesmo arrancados de sua terra natal, os africanos não chegaram sozinhos: trouxeram consigo sua cultura, espiritualidade e a força dos orixás, como fica claro em “Trago a força e a magia presente dos orixás”.
A canção aborda diretamente o trauma do tráfico transatlântico de escravizados, evidenciando a dor física e emocional desse processo: “O trago meu corpo cansado, coração amargurado / Saudade de fazer dó”. Ao mencionar “Eu fui preso à traição trazido na covardia / Que se fosse luta honesta de lá ninguém me trazia”, a letra denuncia a violência e a injustiça da escravização, deixando claro que não houve escolha ou honra nesse deslocamento forçado. Ao mesmo tempo, a música valoriza a resistência e a dignidade dos africanos, especialmente ao associar o “grito de liberdade” à capoeira: “Que é grito da raça negra, é grito de capoeira”. Assim, a obra transforma a dor e a saudade em um canto de força, memória e orgulho, mostrando que a identidade africana resistiu e se reinventou no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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