
Cidadão Considerado
Mestre Toni Vargas
Crítica social e orgulho em "Cidadão Considerado" de Mestre Toni Vargas
Em "Cidadão Considerado", Mestre Toni Vargas utiliza imagens marcantes para expressar o desalento diante da crise social e política no Rio de Janeiro e no Brasil. A referência ao Cristo Redentor "zangado" e "preparado para sair" funciona como uma metáfora do abandono e da desesperança coletiva, sugerindo que até o maior símbolo de acolhimento do país estaria deixando a cidade. Esse sentimento é reforçado quando o narrador afirma: "O Brasil que eu vejo agora me disse para sair fora, foi se embora e não voltou", deixando claro o desapontamento e a sensação de exclusão vivida por muitos brasileiros.
A música também aborda a trajetória da capoeira, destacando sua marginalização histórica e a recente valorização por parte das elites. Ao dizer que a capoeira, antes associada a escravos e trabalhadores, hoje é "disputada por barão e até doutor", Toni Vargas critica a apropriação cultural e a desigualdade persistente. O narrador se apresenta como "cidadão considerado" e "brasileiro pequenino com alma de peregrino", demonstrando orgulho de levar a capoeira pelo mundo, mesmo sentindo-se ignorado em seu próprio país: "Sabem meu nome no mundo à fora, mas o Brasil me ignora, nunca saio no jornal". A letra ainda ressalta a luta diária do povo, simbolizada pelo "vazio na geladeira da minha gente guerreira" e pelo cansaço diante da esperança frustrada de mudanças que nunca chegam.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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