
Telhados De Paris
Nei Lisboa
Refúgio e nostalgia em “Telhados De Paris” de Nei Lisboa
Em “Telhados De Paris”, Nei Lisboa utiliza a imagem dos telhados parisienses como uma metáfora para o desejo de fuga e introspecção diante da rotina. O cenário não é literal, mas representa um espaço mental onde o artista busca sentido e beleza, mesmo em meio à monotonia e à saudade. Isso fica evidente no trecho: “Só uma janela em cruz / E uma paisagem tão comum / Telhados de Paris / Em casas velhas, mudas / Em blocos que o engano fez aqui”. Aqui, os telhados simbolizam tanto o distanciamento quanto a tentativa de encontrar inspiração no cotidiano.
A repetição do verso “eu tenho os olhos doidos... são doidos por ti” reforça a intensidade do desejo e da paixão, mas também revela uma inquietação interna, um olhar que procura algo além do que está ao alcance. O tom da música é contemplativo e levemente melancólico, marcado pela aceitação do tempo que passou e dos planos deixados para trás, como em “O tempo se foi / Há tempos que eu já desisti / Dos planos daquele assalto / De versos retos, corretos”. Assim, Nei Lisboa constrói uma atmosfera de nostalgia e resignação, onde a loucura e a paixão são compartilhadas de forma íntima, e a paisagem externa reflete o mundo interior do artista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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