Exibições da letra 1.503

Nem Pisoteando Não Morre

Os Monarcas

Orgulho e resistência gaúcha em “Nem Pisoteando Não Morre”

A música “Nem Pisoteando Não Morre”, de Os Monarcas, celebra a resistência e a autenticidade do gaúcho, destacando o orgulho de quem não se deixa dominar. Logo no início, versos como “Me chamam de caborteiro por não aceitar encilha / Trago de berço a mania de não viver cabresteado” usam expressões típicas do campo no Rio Grande do Sul para mostrar um narrador que se compara a um cavalo selvagem, reforçando o espírito livre e indomável. Essa metáfora é central na música tradicional gaúcha e reflete o valor dado à autonomia e à identidade regional, marcas do repertório do grupo.

A letra também valoriza a alegria, a convivência e as tradições, especialmente ao mencionar festas, bailes e o contato com as “querendonas”. O refrão, “Atiro o pala lá por riba da paleta / No tilintar das rosetas, vou me adonando da sala”, mostra o prazer de viver intensamente e de se destacar nos encontros festivos. No final, o verso “O que eu semeei nasceu, nem pisoteando não morre” traz uma mensagem de resiliência: o que é feito com verdade e dedicação permanece, mesmo diante das dificuldades. Ao afirmar que nunca plantou espinhos e, por isso, colhe carinho, o narrador reforça valores de honestidade e simplicidade, projetando a continuidade dessa cultura para as próximas gerações, como em “há de brotar no galpão na garganta dos meus filhos”.

Composição: Paulo Garcia. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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