
Construção
Oswaldo Montenegro
Rotina e alienação em "Construção" de Oswaldo Montenegro
A música "Construção", de Oswaldo Montenegro, retrata a rotina exaustiva do trabalhador comum, destacando como pequenas variações no dia a dia não mudam o destino final. A repetição de ações, como em “amou daquela vez como se fosse a última” e “beijou sua mulher como se fosse a única”, mostra uma intensidade quase desesperada em gestos simples, sugerindo que cada momento pode ser o último. Isso cria um clima de melancolia e reflexão sobre a fragilidade da vida e a falta de controle sobre o próprio destino.
A letra utiliza metáforas marcantes, como “subiu a construção como se fosse máquina” e “seus olhos embotados de cimento e lágrima”, para mostrar a alienação e o desgaste físico e emocional do trabalhador. Ele é comparado a uma máquina, perdendo sua individualidade diante da rotina pesada. O final da música, “morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego”, evidencia como a morte desse personagem é tratada de forma banal pela sociedade, reduzindo sua existência a um simples obstáculo. A alternância de palavras nas repetições reforça que, apesar das pequenas mudanças diárias, o ciclo de trabalho, afeto e morte permanece o mesmo, ressaltando a crítica social presente na canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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