
O Amor e a Rosa
Pedro Bento e Zé da Estrada
Entre cuidado e dor em “O Amor e a Rosa”, de Pedro Bento
Em “O Amor e a Rosa”, de Pedro Bento e Zé da Estrada, a roseira vira substituta da amada ausente: cuidar dela é a tentativa de manter um vínculo que escapa. Quando ele afirma “o meu amor pela roseira é igualzinho ao teu”, projeta na planta o afeto que já não recebe. O gesto cotidiano de regar — “toda tardinha ela eu regava” — sustenta a esperança. Os “lindos botões” remetem às promessas do início, enquanto a “primavera” que vai embora sinaliza o fim do período feliz. Depois, “a roseira secou” e “tu também me esqueceu / com outro homem casou”: a natureza sela a perda. O que permanece são “teus espinhos”, as lembranças que ferem. O verso final, “malvado espinho foi traiçoeiro que em meu peito cravou”, tem duplo sentido claro: o espinho real e a dor da traição atravessando o peito.
Essa narrativa direta se alinha à rancheira que Pedro Bento e Zé da Estrada popularizaram no Brasil, incorporando à canção sertaneja uma melancolia de matriz mexicana e imagens da natureza que acompanham o destino dos amantes. A fusão cultural dá à metáfora um tom de serenata campestre: o cuidado atento contrasta com o abandono dela, e o calendário das estações traduz a passagem do tempo até o esquecimento. Creditada a José Velasquez e Pedro Bento, “O Amor e a Rosa” condensa, em poucos versos, um percurso emocional nítido: cuidado, esperança, esquecimento e dor — no fim, não fica a flor, mas o espinho que lembra por que doeu.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Pedro Bento e Zé da Estrada e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: