Solidão e saudade sertaneja em “Boiada” de Pedro Bento e Zé da Estrada
“Boiada”, de Pedro Bento e Zé da Estrada, retrata de forma sensível a solidão e a saudade vividas pelo boiadeiro durante suas longas jornadas pelo sertão. O verso “Boiada, o meu coração também caminha tão só” destaca não só o isolamento físico, mas também a distância emocional do personagem em relação à família e ao passado. A letra traz lembranças da infância e da família deixada para trás, como em “Saí de casa menino, deixei chorando meus pais / Cresci no mundo sozinho e não voltei nunca mais”, reforçando o tom nostálgico e a sensação de perda que permeiam a canção.
A música também evidencia a forte ligação do boiadeiro com a natureza, que se torna sua principal companhia. Elementos como a lua, o sereno, o vento e as estrelas aparecem como consolo e refúgio emocional, especialmente no trecho “A lua me beija o rosto, sereno me faz um carinho / O vento faz serenata aonde eu durmo sozinho”. Além disso, a necessidade de esconder a tristeza, mostrada em “Muitas vezes na despedida eu tenho que disfarçar / Quando uma lágrima rola caindo do meu olhar”, revela a dureza da profissão e a expectativa de força diante das dificuldades. Por fim, a imagem da poeira formando “letras de pó” no céu simboliza como as lembranças e a história do boiadeiro se dispersam pelo caminho, reforçando a melancolia e a simplicidade poética da vida sertaneja.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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