
Barbaridade
Pedro Bento e Zé da Estrada
Exagero e humor rural em “Barbaridade” de Pedro Bento e Zé da Estrada
A música “Barbaridade”, de Pedro Bento e Zé da Estrada, utiliza o exagero de forma escancarada para transformar situações simples do interior em feitos quase inacreditáveis. Logo no início, a letra apresenta uma pescaria em que o narrador afirma ter pegado “duzentos dourado e quatrocentas traíra” debaixo de um pé de imbira, além de um peixe tão grande que ainda o surpreende. Esse tipo de hipérbole é característico do sertanejo raiz e serve para provocar risos e criar um clima de admiração divertida, reforçado pela interjeição “barbaridade”, usada para expressar surpresa diante de algo extraordinário.
O humor continua nas outras estrofes, como quando o narrador encontra um canudo de taquara com “quinze guampa de mel e catorze arroba de cera”, ou quando, com um único tiro, mata trinta papagaios e ainda vê a bala voltar e atingir seu cachorro. O auge do absurdo aparece na cena das “vinte e cinco formiguinhas carregando um elefante”, uma imagem impossível que evidencia o tom brincalhão e criativo da letra. O contexto histórico mostra que Pedro Bento e Zé da Estrada eram conhecidos por misturar elementos mexicanos ao sertanejo, o que se reflete no jeito teatral e divertido de contar histórias, aproximando a canção das tradicionais “cantigas de desafio” e das lendas populares. “Barbaridade” celebra o exagero e a imaginação, usando o humor para valorizar as pequenas grandes aventuras do campo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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