
Mágoa de Boiadeiro
Pedro Bento e Zé da Estrada
Tradição e saudade em “Mágoa de Boiadeiro” de Pedro Bento e Zé da Estrada
“Mágoa de Boiadeiro”, de Pedro Bento e Zé da Estrada, retrata a dor de quem viu seu modo de vida ser deixado para trás pelo avanço do progresso. A letra destaca o impacto da modernização no cotidiano do boiadeiro, especialmente no trecho “Cada jamanta que eu vejo carregada / Transportando uma boiada / Me aperta o coração”. Aqui, a “jamanta” (caminhão) simboliza a substituição do transporte de gado a cavalo, marcando o fim de uma era e o apagamento de tradições. O sentimento de perda é reforçado pela imagem da “minha traia pendurada”, que representa não só ferramentas de trabalho, mas também a memória e a identidade do boiadeiro, agora sem utilidade diante das mudanças.
A música também valoriza as pequenas alegrias e rituais do interior, como as “mocinhas nas janelas / Acenando uma flor” e o convívio nas “pousadas / Junto ao fogo de um galpão”. Ao dizer “Não sou poeta, sou apenas um caipira”, o narrador reforça a autenticidade de sua dor, mostrando que sua inspiração vem da vida simples e da experiência de peão. O tom nostálgico e resignado da canção, característico do sertanejo tradicional, expressa não só saudade, mas também uma crítica sutil ao progresso que deixa para trás pessoas, histórias e culturas. Assim, “Mágoa de Boiadeiro” se torna um lamento coletivo de todos que perderam seu espaço diante das transformações do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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