
Flor da Lama
Pedro Bento e Zé da Estrada
Vergonha pública, amor ferido e boemia em “Flor da Lama”
“Flor da Lama”, de Pedro Bento e Zé da Estrada, contrapõe vergonha pública e amor que ainda machuca. A imagem da “flor” nascida na lama rebaixa a antiga companheira a enfeite de um “ambiente da perdição”, atingindo a honra do narrador. Ferido, ele se despede dos amigos e decide deixar a cidade porque “manchou meu nome”; o antigo “ninho de amor” virou “recanto” de solidão. Essa desilusão doméstica, direta e dolorida, é marca do repertório da dupla.
No segundo movimento, vêm as noites em claro “no silêncio do meu quarto”: ele amanhece acordado diante do retrato, corroído por mágoa e saudade. A vergonha tem endereço — “tenho vergonha de saber aonde ela mora” — e a ausência pesa; por isso a partida sai “soluçando de saudade”, mostrando o conflito entre orgulho ferido e afeto persistente. A cena dos boêmios gritando o nome dela na rua expõe a ferida à cidade e leva a narrativa para o universo noturno de cantinas e cabarés, clima que combina com a veia mexicana que a dupla incorporou ao sertanejo. Não por acaso, a canção se tornou referência desse repertório de desilusão e solidão, sendo regravada por Milionário e Zé Rico no álbum “Lembrança”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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