Exibições da letra 990

Dor e resistência na separação em "Leilão" de Pena Branca e Xavantinho

A música "Leilão", de Pena Branca e Xavantinho, retrata de forma direta e sensível a dor da separação de famílias negras durante a escravidão no Brasil. A letra narra o momento em que o narrador perde sua companheira em um leilão de escravos, evidenciando a brutalidade do sistema escravocrata. Trechos como “minha véia foi comprada / Numa leva separada” e “me botaro nas grietas / Que é móde eu não fugi” mostram a violência e a desumanização enfrentadas, enquanto a saudade e o amor persistem apesar da distância.

A canção também faz referência à "alforria" trazida por "Isabé" (alusão à Princesa Isabel, responsável pela assinatura da Lei Áurea), simbolizando esperança e o desejo de reencontro após a liberdade. O pedido final “Só peço agora que me leve Siá Isabé / Quero ver se tá no céu / Minha véia, meu amô” mistura resignação e esperança de rever o amor perdido em outro plano. Expressões como “frô dos cativeiro” e “mãe do terreiro” reforçam o valor afetivo da companheira e situam a narrativa no universo rural, característico do repertório da dupla. Mesmo sem informações específicas sobre a inspiração da música, a letra se destaca por abordar a memória da população negra brasileira com sensibilidade, dentro da tradição sertaneja de Pena Branca e Xavantinho.

Composição: Heckel Tavares, Joracy Camargo. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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