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Nostalgia e raízes rurais em “Velha Morada” de Pena Branca e Xavantinho

“Velha Morada”, de Pena Branca e Xavantinho, retrata com sensibilidade o impacto da passagem do tempo sobre o campo e sobre quem precisou partir. O verso “A porteirinha que bateu um dia / Apodreceu e pelo chão caiu” mostra não só o abandono da casa, mas também a deterioração das lembranças e dos vínculos com o passado, reforçando o sentimento de perda e distanciamento.

Composta por Xavantinho e Mestre Rezende, a música foi lançada no álbum de estreia da dupla e reflete o apego às raízes rurais e a saudade de quem deixou o sertão para buscar a vida na cidade. A letra traz imagens marcantes do interior, como “As estrelinhas que vaga no espaço / A Lua cheia vem brilhando o céu”, que evocam a simplicidade e a beleza do cotidiano rural. O gesto de “duas vez bati” na porteira ao se despedir destaca o ritual da partida e a dor da separação. Ao mostrar a natureza tomando conta do rancho abandonado, a canção sugere que o tempo segue seu curso, indiferente à saudade de quem se foi. “Velha Morada” se tornou um clássico da música caipira por expressar, de forma direta e autêntica, a nostalgia e o apego às origens, sentimentos comuns a quem já precisou deixar para trás o lugar onde cresceu.

Composição: Xavantinho, Mestre Rezende. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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