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Marca Borrada

Porca Véia

Me criei correndo égua
E laçando de tirano
Pealando de toda a tranca
Nos dias de marcação

Encilhei marca borrada
Com as pranchas fora dos estrivo
Comi cabeça de ovelha
Chupei caracu de chibo

Encilhei marca borrada
Com as pranchas fora dos estrivo
Comi cabeça de ovelha
Chupei caracu de chibo

Bebi apojo de brasina
Tomei cachaça e dancei
Arranquei tatu da toca
Daquela forma que eu sei

Dei muita bocada nágua
Sem pegar um lambari
Mas não foi por maula-bruja
Que eu vim parar por aqui

Dei muita bocada nágua
Sem pegar um lambari
Mas não foi por maula-bruja
Que eu vim parar por aqui

Acertei o próprio passo
Com as revezes do mundo
Se me tocar a bolada
Eu corto grande bem fundo

Eu durmo de loro frouxo
Numa tarimba de embira
Tenho a consciência tranquila
Que nem cantar de corruíra

Eu durmo de loro frouxo
Numa tarimba de embira
Tenho a consciência tranquila
Que nem cantar de corruíra

O índio da minha templa
Tastavia, mas não cai
Não é de varde que eu vivo
Costeando o rio Uruguai

Me criei correndo égua
E laçando de tirão
Pealando de toda tranca
Nos dias de marcação

Encilhei marca borrada
Com as pranchas fora dos estrivo
Comi cabeça de ovelha
Chupei caracu de chibo

Composição: Telmo de Lima Freitas. Essa informação está errada? Nos avise.
Enviada por Henrique. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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