
Marca Borrada
Porca Véia
Orgulho e identidade gaúcha em "Marca Borrada"
"Marca Borrada", de Porca Véia, retrata com autenticidade o cotidiano do interior do Rio Grande do Sul, destacando o orgulho de uma vida simples e ligada à tradição campeira. A música utiliza expressões regionais e imagens do dia a dia rural para afirmar uma identidade forte e resistente. Por exemplo, em “Encilhei marca borrada / Com as pranchas fora dos estrivo”, o ato de montar um cavalo com a marca imperfeita simboliza a aceitação das próprias imperfeições e da realidade vivida. As gírias “chupei caracu de chibo” e “bebi apojo de brasina” reforçam o vínculo com a cultura local, mostrando situações que, para quem é de fora, podem parecer estranhas, mas para o gaúcho representam coragem e pertencimento.
A letra também aborda as dificuldades enfrentadas no dia a dia, como em “dei muita bocada nágua / sem pegar um lambari”, que fala sobre tentativas frustradas sem perder a esperança. O verso “mas não foi por maula-bruja / que eu vim parar por aqui” deixa claro que o narrador chegou onde está por esforço e superação, não por preguiça. O orgulho de manter a “consciência tranquila / que nem cantar de corruíra” valoriza a honestidade e a paz de espírito, enquanto “o índio da minha templa / tastavia, mas não cai” reforça a ideia de resistência. Ao mencionar “costeando o rio Uruguai”, Porca Véia ancora a narrativa em um espaço real, reforçando o sentimento de pertencimento à terra e à tradição gaúcha. A música celebra, assim, as marcas, desafios e valores da vida campeira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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