
Rio Das Pedras
Raimundos
“Rio Das Pedras” e o forró malicioso no hardcore pesado
“Rio Das Pedras”, do Raimundos, é versão de uma canção regional de Zenilton e Durval Vieira que a banda leva ao limite do escracho, puxando a malícia do forró de duplo sentido para o terreno do hardcore. A chave está no espelhamento entre pescaria e sexo: começa insinuado e termina sem filtro. Na primeira metade, o narrador vende peixe na feira e ensina a esposa a perder o medo de “botar a mão na toca” no “Riacho da Pedreira”. Versos como “Entre as pedras não tem cobra só tem peixe” e o refrão “Abre as pedras, meu amor” operam a ambiguidade típica da cultura popular nordestina: funcionam como dica de pescaria e, ao mesmo tempo, como convite sexual.
Quando a letra vira “Puteiro da Peidera”, o jogo sai da metáfora e vai para o explícito. O refrão troca para “Abre as pernas, meu amor”, seguido por expressões chulas que escancaram o que antes estava só sugerido. Essa escalada combina com a estética do álbum de estreia do Raimundos (1994), que mistura peso de rock com referências nordestinas: a origem regional da canção, o clima de feira e riacho, gírias e humor safado. É a marca registrada da banda: rir do exagero, dobrar o duplo sentido e colocar a cultura popular no volume máximo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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