
Carrão de Dois
Raimundos
Desejo e irreverência em "Carrão de Dois" dos Raimundos
"Carrão de Dois", dos Raimundos, usa metáforas automobilísticas para retratar um encontro amoroso intenso e divertido. O carro aparece como símbolo de liberdade, desejo e aventura, com versos como “passa a 5ª”, “engatar de 1ª” e “me levou pro banco de trás”, que deixam claro o duplo sentido sexual, mas sempre com o humor característico da banda. A expressão “motel sobre rodas” reforça a ideia de que o carro vira palco do romance, enquanto o “bafo no vidro” sugere a paixão e o calor do momento, como explicou Rodolfo Abrantes ao dizer que a música fala de “um carro movido à bafo no vidro”.
A menção ao “Corcel” traz um toque nostálgico, conectando a história a um carro popular no Brasil nas décadas de 70 e 80, o que aproxima a narrativa do cotidiano nacional. O trecho “Rumei pro norte, vi o sertão e fiquei por ali / Criando bode” mistura humor e exagero, sugerindo que o impacto do encontro foi tão grande que mudou o rumo da vida do personagem. No final, a letra revela um sentimento de saudade e transformação: “O combustível da minha vida é aquela / Mocinha linda que jamais esquecerei”, mostrando que, apesar do tom descontraído, existe uma emoção genuína de perda e renovação. A música equilibra irreverência e sentimento, celebrando o prazer e a intensidade de um amor marcante, mas passageiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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